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Conto Erótico: Hoje eu estou faminta

Em um beco escuro – daqueles assustadoramente estreitos, entre prédios antigos com tijolos encardidos, chão de cimento deteriorado, lixo e ratos por todos os lados – uma mulher conversava com três homens cobertos pelos mais profanos desejos.

– Que delícia! Do que você está fantasiada?, disse o primeiro homem.

– De gueixa, idiota, não percebe?, ela respondeu.

 – Eu morro de tesão por gueixas, disse o 2º homem.

– Pra mim, tanto faz. Só quero comer essa gostosa, afirmou o 3º homem.

Mistress Mystika

A mulher parou um pouco abaixo da escada de emergência de um dos prédios do beco, a luz do poste que a iluminava era o suficiente para que os homens conseguissem enxergar suas curvas sinuosas. Embrulhada em um quimono azul, coberto por flores lilases, ela tinha uma faixa branca na cintura, um coque alto no cabelo e o rosto pintado de branco. Seus lábios ganharam uma maquiagem em formato coração e os pés calçavam um tamanco de madeira, com tiras que trançavam até a altura do tornozelo.

Os três homens pararam diante dela, um ao lado do outro. Ela caminhou, delicadamente, em sua direção e deslizou os dedos pelo corpo deles enquanto dizia: – Primeiro vocês irão me observar e, quando eu estiver satisfeita, vocês receberão o prêmio que tanto desejam. 

A gueixa tomou distância e dançou com seus leques, ao som da música que escapava da festa de halloween onde eles haviam se conhecido. Seus quadris se moviam de um lado para o outro, para cima e para baixo, embalando seu ventre. Os leques cruzavam com seus movimentos, quase como em um passe de mágica.

Um dos homens tentou quebrar as regras, colocou a mão na calça e foi repreendido por um olhar de advertência da gueixa. Hipnotizado com a performance, ele entendeu a ordem silenciosa.

A mulher começou a se despir. Abriu o quimono, deixando que as mangas caíssem pelos ombros, revelando um corpo totalmente nu por debaixo da única peça que vestia. A faixa era a única coisa que impedia que o traje exibisse seu corpo por completo.

Ela passava a mão esquerda pelos seus seios fartos, massageando-os até que seus mamilos se arrepiarem, enquanto a mão direita abria suas pernas devagar, exibindo mais ainda sua vulva carnuda e úmida. Seus dedos deslizaram, tocando seus lábios, arrancando suspiros profundos dos três homens que a assistiam encantados com o show e com seu sorriso sádico e cheio de tesão.

Seus movimentos foram se intensificando com o tempo, sua respiração ficou mais intensa e a boca começou a soltar gemidos baixos e involuntários.

– Ai meu Deus do céu! – disse o primeiro homem, estático.

– Eu tô ficando louco já! – disse o 2º.

– PQP! Gostosa pra caralho!! – berrou o 3º.

A gueixa se agachou, apoiando-se apenas com uma das mãos na parede, enquanto a outra abria bem a sua vulva, exibindo tudo para os três espectadores, deixando a brisa da noite entrar por sua vagina, ao mesmo tempo em que seu odor exalava, entorpecendo-os. 

Enquanto massageava sua vulva, ela soltou mais um leve sorriso sádico e enfiou um dos leques em sua vagina. Seus quadris subiam e desciam, sutis quicadas. Olhando para os três, enfeitiçados por sua presença, ela se derramou em um delicioso orgasmo, liberando um gemido intenso.

Ainda em êxtase, ela respirou fundo e disse:

– Agora, sim. Podem colocar seus paus para fora da calça!

Os homens, tomados de tesão, imediatamente acataram a ordem. Seus rostos estampavam sorrisos mal-intencionados e deram um passo em direção a gueixa. De repente, a luz do poste se apagou, quase na mesma velocidade de uma piscada. Quando reacendeu, os homens perceberam que a mulher já não era mais a mesma. Eles se entreolharam com estranhamento, mas decidiram ignorar e seguiram em frente. A luz piscou mais algumas vezes, até se apagar totalmente. Então, um deles ligou a lanterna do celular e apontou em direção a mulher.

– Hoje, estou faminta, ela disse encarando o chão. Em seguida, ela virou a cabeça em direção a luz e repetiu: – Hoje, estou faminta, HAHAHA!, gargalhando sadicamente.

Então, com um breve movimento de cabeça ela abocanhou e arrancou o pau de um dos homens e gritou de tanta dor. O homem que estava com celular nas mãos, sem entender o motivo do grito, apontou a luz da lanterna para a direção de seu amigo e se deparou com a cabeça flutuante da gueixa. Assustado, ele deu um pulo pra trás, direcionando a luz para onde antes estava o corpo da mulher. Foi então que se deparou com o pescoço dela esticado saindo do corpo.

Nesse meio tempo, ela abocanhou o pau do segundo homem. Quando o terceiro se deu conta de que precisava fugir, já era tarde demais, ela já estava com a cabeça no meio das pernas dele. Foi só o tempo de ele apontar a lanterna do celular para a cabeça da mulher, e ver sua face demoníaca abocanhando e arrancando seu pau.

– Agora estou satisfeita, HAHAHAH!, a mulher sussurrou.

Os corpos dos homens foram encontrados no dia seguinte e a lenda da gueixa passou a ser contada e recontada a cada Halloween. O que a maioria dos homens não sabem, é que “gueixa” não é sua única fantasia, assim como também não é o único fetiche deles.

*Conto inspirado na lenda de Youkai Rokurokubi, uma espécie de demônio japonês que vivia disfarçado entre os humanos e se alimentava de seu sangue.

Escrito por: Mistress Mystika
Revisado por: Amanda Sousa

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